Home > Colunistas > Claudia Arab > A importância da nossa imagem

Oi, Cats! O que vocês veem quando se olham no espelho? Como vocês têm cuidado das casas que habitam suas almas, seus corpos? É natural que, com todo o processo do diagnóstico e tratamentos para câncer, ocorram mudanças internas e externas. O que não pode ser natural é abandonarmos os cuidados (tanto internos, quanto externos, afinal está tudo interligado e não sabemos direito onde um começa e outro termina!) e nós mesmas. Sabemos dos diversos sentimentos deprimidos, medos, incertezas, falta de motivação, dores e, consequentemente, isso reflete em nossas atitudes e afeições. A imagem corporal antes e depois do câncer é bastante diferente e sofre diversas modificações. No câncer de mama, por exemplo, é algo que envolve a feminilidade das pacientes, tendo influência na própria concepção se ser feminino, na identidade. Como está tudo interligado, corpo, psicológico, alma, razão, sabemos o quão maravilhoso é nos sentirmos bem com a gente mesma. Estou aqui para, como sempre, trazer as boas notícias e lá vamos nós.
Dentre as diversas ações que existem para atender vocês como, por exemplo, o banco de lenços promovido pela Flávia Flores e pelo Instituto Quimioterapia e Beleza e os cursos de automaquiagem, o que está COMPLETAMENTE relacionado aos nossos cuidados é a prática da atividade física. Não estou falando na atividade física para “perder barriga” ou “endurecer pernas”, não. Estou falando da atividade física que ajuda a gente a se amar mais, a querer nosso próprio bem, a sentir melhor diariamente.
Então, o que acontece é mais ou menos o seguinte (mais ou menos porque não ocorre necessariamente na ordem que vou dizer, podem existir mais fatores envolvidos e vou explicar de modo generalizado). A prática de atividades físicas gera uma série de reações químicas nos nossos corpos que envolvem, principalmente, hormônios que nos dão a sensação do bem-estar momentâneo após/durante a sessão da prática. Isto é fato e inegável.
A manutenção da prática de atividade física leva a alterações maiores que, além da parte psicológica, vamos conseguindo notar nos nossos corpos e nas nossas atitudes. Adivinha o que isso faz?
Isso faz toda diferença porque começamos a nos notar mais, cuidar mais, amar mais! Parece simples assim e, na verdade, é simples assim. O que eu vivencio sempre é a paciente que começa os treinos desanimadinha e, daqui a pouco, está pensando em fazer a reconstrução da mama, está com o cabelo diferente, um batonzinho, uma roupa nova, está se envolvendo em socializações, saindo mais de casa, fazendo mais coisas (até porque as dores vão diminuindo, você vai ganhando força e tudo mais). Isso se aplica ao público em geral! Ainda que hoje você não tenha vontade nem de se olhar no espelho, faça algo para mexer o corpinho, vai ajudar muito. Daqui a pouco, a casa que sua alma habita, estará mais bela, mais forte, mais resistente. Daqui a pouco, a pessoa que você olha no espelho vai sorrir!

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