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Bom, a minha história começa em março de 2017, quando descobri um pequeno carocinho na mama esquerda. Não esperava que esse carocinho seria o começo de luta.

Depois disso fui encaminhada para fazer uma biópsia que doeu muito, mas eu estava lá e tive a companhia da minha irmã, Neide Bezerra, que me deu força.

30 dias depois veio a tal notícia que não queria ouvir: Carcinoma Ductal. Na hora que ouvi pedi para a médica traduzir kkk pois não tinha ideia de o que significava e ela me disse mais uma vez que eu estava com câncer de mama, uma notícia que jamais esperava ouvir.

Me senti tão frágil que não sabia o que fazer. Estava ali, sozinha, sem saber o que fazer a não ser chorar, mas,  como Deus é maravilhoso, ele me deu forças para eu conseguir dar a notícia a todos os meus irmãos.

Com a ajuda do meu amigo Valdir Semensato, consegui marcar uma consulta no Hospital do Amor, e foi aí que começaram as consultas, exames e a espera da cirurgia, feita em 17 de julho de 2017. Fiz uma mastectomia com esvaziamento de axila e foi um sucesso.

Só tenho a agradecer aos doutores Rafael e André, e também à fisioterapeuta Adriana, que são anjos que Deus colocou na minha vida.

Depois de alguns meses tive de fazer uma consulta e ouvi o que não queria: precisava fazer a tão temida quimioterapia durante 16 sessões. Isso me assustou um pouco, mas para que eu conseguisse enfrentar, Deus me deu uma família maravilhosa.

Meu marido Celso Cardoso, mesmo de longe, estava sempre presente durante o tratamento. A minha filha Maria Eduarda, minha companheira. Minha cunhada Bruna Cristina, que estava presente na minha primeira sessão de quimioterapia. 

Depois de 14 dias da primeira sessão, veio a queda dos cabelos, mas eu não fiquei careca sozinha. Alguns familiares me apoiaram nessa causa, como meu marido, meu irmão (Raimundo), meu cunhado e meu amigo Adilson, que ficaram carecas junto comigo. 

Também agradeço minha irmã e amiga do peito, Fran Germano, que durante a recuperação sempre esteve ali presente para me ajudar.

Graças a Deus conclui todas as sessões sem nenhum problema e sem reações.

Depois de acabar todas as sessões fiquei muito ansiosa para passar logo pela radiologia, porque queria saber se teria que fazer radioterapia ou não. Mas fui surpreendida pelo meu médico quando ele disse que eu não precisaria. Nessa hora vieram as lágrimas, que não foram de tristeza, mas sim de de alegria e agradecimento. 

Hoje em dia, faço acompanhamento há seis meses e faço uso do tamoxifeno.

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