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ANA PAULA CRUZ

Olá! Meu nome é Ana Paula, tenho 36 anos e quero resumir minha história.

Sempre fui atenciosa aos exames periódicos, indo ao ginecologista de 6 em 6 meses e fazendo exames preventivos. Até porque eu tratava uma SOP (Síndrome dos Ovário Policístico) desde  dos meus 19 anos sem, muito sucesso.

Em junho de 2016 fui fazer mais uma vez os exames preventivos. A médica que me examinou disse que estava  tudo certo.

Com a cabeça tranquila, segui minha rotina. Até que em outubro do mesmo ano, como de costume sempre faço o autoexame durante o banho, mas dessa vez encontrei um caroço na mama. A princípio, achei que eram glândulas ou cistos, porém, percebi que estava maior e durinho e que não saia do lugar.

Imediatamente liguei para minha médica, que solicitou um ultra mamária. Ela disse que não era nada e que se tratava de cisto. Insisti com ela dizendo que isso não estava normal, e assim ela solicitou uma biópsia.

Meses passaram e consegui fazer a biópsia em janeiro 2017. O resultado demorou um mês. A espera foi angustiante e nesse meio tempo havia conseguindo minha tão sonhada vaga para trabalhar em um laboratório. Estava superfeliz, saltitando de felicidade, mas, ao mesmo tempo, ansiosa para o resultado.

Enfim, no dia 6 de fevereiro, assinei meu contrato de trabalho muito feliz. Ao voltar pra casa cheia de planos, meu celular tocou. Era o laboratório me informando que meu resultado da biópsia estava pronto e se eu queria  que enviasse para o.meu e-mail. Automaticamente disse que sim, claro!

Lembro que chegando em casa, sentei para abrir meu e-mail e, ao ler o resultado, senti um frio na espinha: carcinoma ductal infiltrante.

Eu li e reli por diversas vezes. Pensei “o que eu vou fazer da minha vida?”. Não consegui chorar, só fiquei pensando “por quê?”.

Resolvi enfiar a cara em meu novo trabalho. Foi um divisor de águas. Ao mesmo tempo estava feliz e triste. Mas tudo acontece para nos fortalecer.

Passei pela minha médica, depois pelo mastologista que me encaminhou para o oncologista. Não foi fácil conseguir a vaga para o tratamento. mas, agora já fiz quatro ciclos da vermelha e  estou terminando a quarta branca. Depois vou operar.

Meu cabelo caiu. Foi difícil, até meus cílios caíram também. Mas estou vencendo, a cada dia com mais garra.

O que aprendi e aprendo disso tudo  é que há uma.força dentro de você, que fará você superar qualquer obstáculo. 

Lute e sorria. Mesmo sofrendo, sorria sempre!

Diga para você mesma: “Está doendo, mas sairei dessa!”

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