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Atividade física está relacionada ao câncer? por Claudia Arab

Bom dia Cats!! 😻 Estamos felizes em anunciar que temos uma nova colunista, a Claudia Arab, criadora e coordenadora do Programa de Exercícios Físicos para Mulheres em Tratamento de Câncer de Mama (2012-2014 UDESC – Florianópolis). 🎀 Ela vai escrever sobre o assunto “atividade física”. 🏃‍♀️ Confiram o primeiro texto dela! 👇

Atividade física está relacionada ao câncer?

Essa é uma boa pergunta para iniciarmos a temática aqui no Quimioterapia e Beleza.
Atualmente, um estilo de vida fisicamente ativo é alvo de grande parcela da população em
geral. É comum vermos pessoas correndo, caminhando e pedalando pelas ruas, além dos
diversos tipos de academias, espaços ao ar livre, estúdios e modalidades de práticas de
exercícios físicos oferecidos no mercado. A população tem se preocupado mais com a saúde (e
também com a estética!) e a prática de atividade física entra como protagonista nessa história.
A grande e boa notícia é que os efeitos da atividade física também se aplicam para
pacientes oncológicos (eba!). Daí surge a pergunta: como a atividade física está relacionada ao
câncer? Cats, a atividade física está relacionada ao câncer dos modos mais belos que se possa
imaginar! Com o decorrer das colunas (estaremos juntas quinzenalmente!), vamos abordando
mais cada tema. Como uma boa pessoa ansiosa que sou, já adianto as principais relações de
atividade física e câncer que são importantes vocês saberem e irem mentalizando essa ideia,
são elas:
– A atividade física age como fator de proteção para risco, incidência, recorrência do
câncer, e de mortalidade, específicas por câncer e em geral;
– A prática de exercícios físicos age como fator de proteção para os efeitos indesejáveis
dos tratamentos oncológicos como, por exemplo, diminuindo a famosa fadiga ocasionada pelos
exaustivos tratamentos;
– Atividade física e exercício físico têm grande efeito positivo sobre aspectos psicológicos
de pacientes oncológicos, como, por exemplos, sobre a depressão, ansiedade e autoestima,
além do caráter social envolvido;
Precisamos de mais relações? Tudo bem, podemos citar os efeitos esperados no “físico”,
ou seja, melhoras na resistência e força muscular, melhora da função cardiovascular, melhoras
nas limitações físicas (como aquela fraquezinha ou limitação no braço do lado referente ao da
mama operada, sabe?) e, de quebra, uma melhora na composição corporal, auxiliando no
ganho ou perda de peso corporal (cada caso, um caso).
Todas essas relações são comprovadas cientificamente, mas nem sempre são de saber
da população. Infelizmente, ainda há muito mito em cima disso: o repouso, a figura do enfermo

frágil, mas não é assim que tem que ser (como bem podemos ver aqui no site). Nessa fase da
vida, as barreiras para iniciar uma prática de atividade física parecem ser infinitas e invencíveis.
As escolhas diárias que fazemos refletem em nosso agora e nosso amanhã. As razões para
praticar atividade física sobrepõem qualquer justificativa que pareça impedir, naquele dia, de
se mexer o mínimo que seja. É comum as pacientes cessarem a prática de atividade física
quando inicia aquele processo diagnóstico-tratamento. Às vezes, por indicação médica. Às
vezes (ou muitas vezes e com razão), por falta de vontade própria.
A verdade é que, a prática de atividade física de pacientes oncológicos quando bem
orientada por um profissional de Educação Física qualificado em conjunto com médicos,
enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e demais profissionais da saúde envolvidos, é
altamente recomendada e benéfica. Essa orientação é imprescindível e a individualidade dos
pacientes é fundamental na prescrição de exercícios físicos.
No próximo texto, falaremos mais especificamente sobre os efeitos da prática de
atividade física (e a diferença entre esta e exercício físico), como e por que eles ocorrem, nos
pacientes oncológicos, ok? Por hoje, ficamos com a sementinha plantada. Para fechar, o que
gosto de dizer: o exercício físico faz bem em qualquer fase da vida!

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