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Bianca Witka

Meu nome é Bianca Witka, tenho 44 anos, sou casada, tenho 2 filhos, o Lucas de 21 anos e o Matheus de 17 anos, sou advogada e canceriana (ironia do destino).

Em janeiro de 2017, fui à consulta com a minha ginecologista e ela me mandou fazer os meus exames de rotina, como sempre, que incluem a mamografia + ultrassonografia da mama. Como eu tinha uma viagem marcada para fevereiro, não me preocupei e resolvi fazer os exames na volta da viagem.

Em março ,liguei para a clínica para marcar os exames e só tinha vaga para abril. No dia 19/04, fui fazer no mesmo dia os dois exames. Fiz a mamografia e fui para a sala da ultrassonografia. Estava tudo indo bem, quando o médico passou o cursor do ultrassom acima um pouco da minha mama esquerda e eu senti uma dor e falei com ele.

Na hora ele disse que havia um nódulo medindo 1,1cm, e que ia colocar como suspeito para a minha ginecologista avaliar.

Voltei na minha ginecologista uns 10 dias depois e quando ela mexeu no nódulo ela achou que ele já tinha aumentado de tamanho e não gostou, e me encaminhou para uma mastologista.

No dia da consulta da mastologista, ao me examinar, ela percebeu que o nódulo já tinha aumentado de tamanho e mudado de forma. Ela me encaminhou para fazer outra ultrassonografia, ressonância magnética e biopsia, e disse de cara que iria fazer a cirurgia para a retirada do nódulo, já que estava aumentado o tamanho.

Fiz a a outra ultrassonografia e a ressonância magnética no dia 17/05/2017 e foi confirmado o nódulo e que esse já estava com 1,5 cm.

A biópsia foi feita no dia 25/05/2017, e ele já estava com 1,8 cm e o laudo da biopsia confirmou o carcinoma de mama esquerda. A biópsia também confirmou o tipo de câncer como sendo TRIPLO NEGATIVO, ou seja, os três receptores para a marcação da doença era negativos.

Como o nódulo estava pequeno e praticamente fora da mama, fiz a cirurgia no dia 10/06/2017 e retirei o tumor com total margem de segurança, linfonodo negativo, ou seja, não foi preciso esvaziar a axila e nem a retirada de nenhuma parte da mama esquerda. O tumor retirado na cirurgia já estava medindo 2,4 cm, ou seja, era bem agressivo.

No dia 28/06, tive a minha primeira consulta com o oncologista, e ele confirmou o laudo da biopsia, ou seja, era um TRIPLO NEGATIVO e agressivo, já que cresceu muito rápido, mas que por alguma razão nasceu fora do ducto mamário.

Ele me explicou que por eu não ter nenhum receptor para o câncer de mama, só me restavam 2 opções de tratamento que seriam a quimioterapia e a radioterapia, pois todos os outros tratamentos seriam ineficazes.

O meu tratamento consiste no seguinte: 08 sessões de quimioterapia, sendo 4 vermelhas e 4 brancas, com intervalo de 15 em 15 dias, e 24 horas depois eu tomo injeção para a aumentar a minha imunidade. Depois que acabarem as sessões de quimio, ele começará com as sessões de radioterapia, que terão a duração de, mais ou menos, 6 semanas, ainda a ser definido na época.

Ele me explicou que, como eu já fiz a cirurgia e as minhas mamas já foram mais do que investigadas, ele não via necessidade de me massacrar com as duas intervenções ao mesmo tempo.

Não apresentei efeito colateral quase nenhum da quimio vermelha, somente a sensação de fastio e um pouco de prisão de ventre, além do gosto de cobre na boca (esse não tem jeito), mas tudo muito leve. Não enjoei e não vomitei e nem tive nenhuma das reações da lista que eles dão para a gente. Pelo contrario, fiquei super bem e elétrica, quero fazer tudo ao mesmo tempo.

A experiência que quero tentar passar é que desde o começo eu sabia, lá no fundo, que eu estava com a doença, e em momento algum eu me abati ou questionei o porquê, ou me revoltei, ou passei pelas fases que todos falam que passam. Eu sempre fui uma pessoa muito prática e apliquei essa praticidade em relação a doença.

Enfrentei tudo de frente e da forma mais leve possível.

Ganhei o seu livro da minha mastologista de presente de aniversário e amei a sua história, o seu trabalho e sigo você nas redes sociais.

Ainda estou engatinhando nisso tudo, até porque é tudo novo para mim, mas se precisar de ajuda ou precisar de mais uma parceira pode contar comigo.

Montei um blog e um Instagram para começar a passar para as pessoas que estão passando pelo mesmo problema que a gente, um pouco do meu dia a dia, e tentar desmistificar a doença e o tratamento em si.

Meu blog é o Quimioterapia e Renascimento e o Instagram é @quimioterapiaerenascimento

Beijos e fica com Deus.

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