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Cats, essa é a história de uma das Vencedoras Unidas. 😻💪

Eu sou a Cyntia Soares, tenho 30 anos e fui diagnosticada com carcinoma medular de mama triplo negativo em julho de 2016 no estágio 3.
Meu diagnóstico foi diferente da maioria das mulheres. Percebi um nódulo na mama direita, mas tanto o ginecologista como a mastologista tinham certeza de que era um fibroadenoma (nódulo benigno).

Como estava grande (3cm), a mastologista sugeriu operar e eu concordei na hora. No dia da cirurgia o nódulo já tinha 5cm e tudo foi diferente do previsto. Seria anestesia local e sedação, mas foi anestesia geral e fiquei internada. Após a cirurgia, a médica pediu biópsia de urgência e rapidamente já entendi e comecei a me preparar para o pior.
Após nove dias o chão se abriu com o diagnóstico.

No primeiro momento foi aquele baque e pensei logo que eu iria morrer (acho que é o primeiro pensamento de todo mundo, né?), mas busquei me manter forte para que a minha família sofresse menos.
Foram 16 sessões de quimioterapia, cirurgia do cateter, mastectomia bilateral com reconstrução imediata, 28 sessões de radioterapia, fisioterapia, laserterapia (muitas sessões, meu único efeito colateral da quimio foram as mucosites), reação alérgica e uma internação por neutropenia febril para dar emoção ao tratamento, com direito a passar uma noite na UTI e o natal no hospital.

Felizmente respondi muito bem ao tratamento, obtendo resposta completa! Agora estou em remissão desde junho/17, fazendo os exames de controle duas vezes por ano e terminando os exames genéticos.
Após o baque inicial do diagnóstico, consegui levar o tratamento (na maior parte do tempo) muito bem ou “na flauta” como minha psicóloga dizia. Rs. Qual a minha receita?? Receber muito amor da família e dos amigos, psicoterapia, fazer parte do grupo das Vencedoras Unidas (agora ONG), ter os melhores médicos (os melhores são aqueles que nos passam confiança), muita fé em Deus e a página câncer de mama aos 29 anos, onde pude desabafar e dar notícias aos amigos e familiares.

Mas como o tratamento oncológico não é uma festa, chegou um momento em que “desabei” e precisei tomar antidepressivo por alguns meses, sem deixar a psicoterapia de lado.
Hoje estou voltando a vida normal (sem aquela rotina louca de consulta e exames), mas não consigo me ver abandonando a causa oncológica! Então, continuo com a minha página e cada vez mais engajada nas Vencedoras Unidas e na Rede de Causadores do Oncoguia.

Carrego no corpo e na alma as marcas da vitória contra o câncer! Não sei o dia de amanhã, mas a primeira batalha foi superada!! 😻❤

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