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DANUZE LAMAS

Olá, Cats!

Meu nome é Danuze, sou dentista, casada, mãe de dois meninos e moro em Brasília. Vou contar a minha história pra vocês .

Em julho de 2015, no autoexame, achei que minha mama estava diferente. Parecia que tinha uma “massa” elevada na mama direita. Marquei uma consulta e fui fazer a mamografia e o ultrassom de rotina. Os exames nada acusaram, mas eu senti que a médica estava um pouco insegura quando me disse que havia um pequeno nódulo, mas que eu não precisava me preocupar com ele.

Em novembro, decidi então repetir o exame em outra clínica. Novamente, o ultrassom nada acusou. De fato, minha mama era muito densa e o exame não conseguiu detectar. Mas eu continuava cismada, achando que tinha algo diferente.

Decidi marcar uma consulta com um mastologista e oncologista, que ao invés de me examinar de forma criteriosa, confiou nos exames e me disse que era coisa da minha cabeça. Insisti que minha mama estava diferente e pedi para que ele me desse um pedido de uma ressonância. Ele me disse que não tinha pressa!

Trabalhei dezembro inteiro e em janeiro fui com minha família de férias para o Rio de Janeiro. Lá, percebi que o meu mamilo estava com uma retração e a pele já repuxada, com aquele aspecto de casca de laranja. Mostrei ao meu marido, que é médico, e voltamos para Juiz de Fora, onde moram nossos parentes.

Fizemos uma ressonância e nessa apareceu uma imagem de 7 cm. Sim! 7 cm mesmo! Voltamos para Brasília e procuramos dessa vez um outro profissional. Ai veio o triste diagnóstico: carcinoma ductal infiltrante.

Em menos de 10 dias, iniciei o tratamento. Graças a Deus eu tinha plano de saúde e conseguimos iniciar tudo muito rápido. Não dava para esperar. Foi uma corrida contra o tempo. Foram 16 sessões de quimioterapia, uma cirurgia de 9 horas de duração com mastectomia bilateral e reconstrução imediata e mais 28 sessões de radioterapia.

O tratamento é muito pesado, mas a vontade de ficar boa fazia com que as coisas acontecessem de forma suave, tranquila. Toda a família sofreu muito. Meu filho de 8 anos chorava muito, ele não conseguia me ver sem os cabelos e não queria que ninguém me visse também. Foi muito sofrido pra ele. Cada dor que eu sentia, ele também sentia algo. Mas ele conseguia colocar pra fora seus sentimentos.

Meu filho de 16 anos ficou estático, não tinha reação, entendia bem a gravidade da doença. Meu marido, médico, me acompanhou em todos os momentos, em todas as quimios, durante a cirurgia. Foi um maridão! Mas mesmo nos dias das minhas sessões de quimio, ele passava bem cedinho no hospital onde trabalha para ver os pacientes dele.

Fiquei cercada de pessoas queridas, de amigos maravilhosos. Todos rezaram por mim!

Sou professora universitária e dos meus queridos alunos só recebi carinho e mensagens de coragem e amor.

Hoje, 7 meses após ter finalizado o tratamento, estou ótima, feliz, curada, fazendo atividades físicas com regularidade e curtindo minha nova vida!

Tudo passa Cats! Vão-se embora os momentos ruins e ficam apenas os bons!

Somos guerreiras !

Beijinhos

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