Home > as cats > Depoimento: Vanessa Cristina

Cats, olhem que história de lutas e de constante superação da Cat Vanessa Cristina. Me emocionou!

“Olá!
Fui internada em 2016 com fortes dores na barriga, fizeram glister durante 5 dias direto, eu já não aguentava mais a dor. Nos exames não dava pra ver nada, ate que no dia 03/06/16 meu médico disse para o meu marido: ‘vamos abrir ela, acho que deu um nó no intestino que está impedindo que as fezes saiam’. Eu fiquei louca, desesperada, pois nunca tinha feito cirurgia, mas aquela dor estava acabando comigo e a barriga inchada, parecendo que eu estava grávida de uns 8 meses.

Pois bem, entrei para o centro cirúrgico. Acordei na UTI e por lá fiquei por 3 dias sem saber de nada do que estava acontecendo. Fui pro quarto e aí começaram a me falar: ‘pois é você estava com um tumor no intestino de 28 cm que estava a ponto de estourar e o pior poderia acontecer. Tiveram que tirar suas trompas e ovários porque estavam perto. E você está com uma bolsa ilestomia que você vai ter que ficar 3 a 5 meses ou mais’.

Eu fiquei sem chão, meu mundo caiu. Como assim eu estou com meu intestino pra fora usando uma bolsinha? Não foi fácil aceitar. Fiquei internada 11 dias, perdi uns 10 kg, fiquei muito fraca. Fui pra casa, tive acompanhamento psicológico durante um tempo.

Esperando o resultado da biopsia, já sabia que seria maligno. Chegou o resultado, fui ao meu médico, ele me disse que de 15 linfonodos, 1 deu que era maligno e que iria me encaminhar para um oncologista para fazer quimioterapia. Meu Deus, como assim? Na hora não aceitei, mas tive o apoio do meus pais, marido e amigos.

Minha sogra que é enfermeira me acompanhou. Comecei as quimioterapias no hospital juntamente com a quimio oral. No começo tive muitos efeitos colaterais, depois nem tanto. Parei para tirar a bolsa em Outubro de 2016 porque já não aguentava mais. Sempre perguntava ao meu medico: ‘não precisa fazer exames?’ Ele dizia: ‘não, você está bem’.

Sim, por fora eu estava bem, meus cabelos não caíram, mas alguma coisa dentro de mim falava que tinha alguma coisa errada. Foi quando eu pedi ao meu outro médico um ultrassom do abdômen.

Pois bem, faltava apenas uma quimio pra acabar e mais uma semana de quimio oral. Eu estava feliz louca pra comemorar, pois com 33 anos e com dois filhos eu quero viver. Foi quando aquele ultrassom mudou tudo, pois deu uma mancha no fígado. Fiz outro exame. Voltei ao meu oncologista, mostrei pra ele. Ele reagiu muito mal comigo falou que eu precisava fazer um pet cam porque se tivesse tumor em outra parte do corpo, não poderia fazer nada.

Como assim eu iria morrer? Não aceitei, fiz o exame e fui pra outra cidade com outros médicos. A notícia era positiva para um tumor no fígado. ‘Temos que fazer cirurgia primeiro e depois ver o que fazer’. Aceitei tudo com muita em Deus porque se não fosse Deus eu não estaria aqui porque sofri demais.

Fiz cirurgia em Junho de 2017. Precisava fazer quimio. Comecei uma quimioterapia bem mais agressiva em Agosto. Três dias de quimio, 7 horas no hospital através de um cateter. Depois voltei pra casa com um infusor e fiquei com ele 46 horas.

Pois bem, não acaba aí. Em novembro tive uma peritonite, quase morri com o intestino perfurado. Vazou tudo pra dentro da barriga, 3 dias de UTI, uma semana de hospital. Foi a pior cirurgia, muita dor, barriga muito inchada. Foi quase 1 mês e meio, indo para o hospital quase todos os dias. Parei as quimioterapias por quase 3 meses, pois são 12 ciclos que estariam acabando agora. Dessa vez, mais uma surpresa nada boa: outra mancha no fígado e uma mancha no pulmão.

Fiquei mais uma vez sem chão. Em fevereiro de novo, quando era pra eu comemorar. Apesar de tudo, não posso reclamar, pois tenho um Deus maravilhoso, uma família que me ama e meus filhos que precisam de mim.

Não sei o que me espera, mas tenho fé e conseguirei vencer mais essa porque Deus só dá grandes batalhas pra grandes guerreiros. Eu sei que Deus tem um propósito pra mim, pra minha vida, então tenho que aceitar.

É sofrido, é sim. É agressivo o tratamento, é sim. Só quem passa por tudo isso pode falar como é. Muitas vezes estou com um sorriso no rosto, mas por dentro minha alma chora.

Essa é minha historia. Estou com 34 anos, lutando contra essa doença desde 2016

Adoro acompanhar vocês!

Um grande abraço.

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