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Dicas fitness: saiba mais sobre o Projeto Eu Me Amo, com a Cat Dra. Fabíola La Torre

Dicas fitness: saiba mais sobre o Projeto Eu Me Amo, com a Cat Dra. Fabíola La Torre

Como mostramos aqui no blog, nossa Cat médica e paciente Dra. Fabíola La Torre gosta de cuidar do corpo e investe mesmo nos exercícios físicos.

Por isso, pedimos algumas dicas e ela nos passou tudinho sobre os benefícios das atividades físicas.

Dicas fitness: saiba mais sobre o Projeto Eu Me Amo, com a Cat Dra. Fabíola La Torre

 

O Projeto Eu Me Amo conta com a supervisão de Marcelo Avelar (pós-graduado em exercícios físicos para pacientes com doenças oncológicas).

Já se foi a época que acreditava-se que o paciente com câncer deveria manter-se em repouso e não praticar exercícios físicos.

Óbvio que os exercícios devem ser acompanhados por um profissional de Educação Física, qualificado para tal prescrição.

As atividades físicas para esse grupo devem ser leves e não ultrapassar limites que gerem dor, desconforto e falta de ar. Partindo desses cuidados e do que é seguro, grandes pesquisas mostram diversos benefícios em exercitar o corpo durante o tratamento contra o câncer.

O primeiro e mais importante desses benefícios é assegurar qualidade de vida e disposição, evitando também o atrofiamento muscular causado pelo excesso de repouso.

A lista de benefícios é extensa, mas podemos citar alguns:

  • Melhorar equilíbrio, prevenindo quedas e fraturas ósseas,
  • Reduzir o risco de doenças cardíacas,
  • Melhorar o fluxo sanguíneo,
  • Melhorar auto estima e gerar independência nas tarefas cotidianas,
  • Além do exercício ao liberar endorfinas funcionar como estimulante do bom-humor, agindo como um antidepressivo e  ajuda ainda a redução das náuseas.

Tenha certeza que ficar parado não ajudará em nada na melhoria do quadro, busque exercícios que possam te proporcionar prazer, mexa-se!

No passado, acreditava-se que pacientes em tratamento de doenças crônicas, como câncer ou diabetes, deviam manter-se em repouso e reduzir suas atividades físicas. Hoje em dia, só precisam seguir essas orientações se o movimento provoca dor, aumento da frequência cardíaca ou falta de ar.

Recentes pesquisas demonstram que a prática de exercícios não só é segura e possível durante o tratamento do câncer, como também pode melhorar a disposição, o corpo e também a qualidade de vida do paciente. Por outro lado, o repouso em excesso pode resultar em perda funcional, atrofiamento muscular, além de reduzir a amplitude dos movimentos do paciente.

Que a atividade física reduz o risco de ataques cardíacos todos sabem, mas também protege contra o câncer.

Por razões pouco conhecidas, obesidade e vida sedentária aumentam a incidência de certos tipos de câncer. Combinados, os dois fatores são responsáveis por 20% dos casos de câncer de mama, 50% dos carcinomas de endométrio (camada que reveste a parte interna do útero), 25% dos tumores malignos do cólon e 37% dos adenocarcinomas de esôfago, enfermidade cujo número de casos aumenta exponencialmente.

Nos últimos 15 anos, foram publicados vários estudos demonstrando que, independentemente da massa corpórea, mulheres e homens ativos fisicamente apresentam risco mais baixo de desenvolver alguns dos tipos mais prevalentes de câncer da espécie humana: câncer de mama, de próstata e de cólon.

Para dar ideia do grau de proteção conferido, uma análise conjunta de 19 pesquisas publicadas (metanálise) sobre a relação entre atividade física e o aparecimento de câncer de cólon mostrou que mulheres ativas apresentam risco de desenvolver a doença 29% menor do que as sedentárias. E que, entre os homens ativos, o risco é 22% mais baixo.

Em 2005, um trabalho publicado na revista “JAMA” levantou uma nova questão sobre esse tema: será que a adoção da prática de exercícios físicos depois do diagnóstico de câncer aumentaria os índices de cura?

Nele, foram estudadas 2.987 mulheres operadas de câncer de mama. Depois da cirurgia e dos tratamentos complementares (de radioterapia e quimioterapia), aquelas que passaram a caminhar por pelo menos 30 minutos, em média cinco vezes por semana, na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora – ou fizeram exercícios equivalentes -, apresentaram cerca de 60% de redução do risco de recidiva da doença, menor mortalidade por câncer de mama e menor probabilidade de morrer por outras causas.

Dois estudos recém-publicados reforçam a hipótese de que a atividade física aumenta as chances de cura de quem teve câncer. No primeiro, os autores selecionaram um grupo de 573 mulheres operadas de câncer de cólon. A intensidade dos exercícios praticados por elas foi avaliada através de questionários periódicos, que abrangeram o período iniciado seis meses antes da operação e encerrado quatro anos depois dela.

Comparando aquelas que permaneceram ou se tornaram sedentárias depois da cirurgia com as que adotaram a prática de caminhadas de pelo menos uma hora na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora, quatro a cinco vezes por semana – ou exercícios equivalentes -, as ativas reduziram pela metade suas chances de morrer de câncer.

No segundo, foram avaliados 832 portadores do mesmo tipo de câncer, participantes de um estudo comparativo entre dois esquemas de quimioterapia administrada depois da cirurgia. Os resultados foram semelhantes: andar pelo menos cinco a seis quilômetros em uma hora, quatro a cinco vezes por semana, reduziu a mortalidade por recidiva da doença entre 50% e 60%.

Os benefícios obtidos não foram influenciados pelo sedentarismo antes do diagnóstico de câncer, idade, sexo, índices de massa corpórea, tamanho do tumor, número de gânglios invadidos, ou pelo tipo de quimioterapia recebido.

Não está claro porque os níveis de atividade física para proteger contra recidivas de câncer de cólon precisam ser mais altos do que os necessários para obter resultados semelhantes em câncer de mama.

Diversos mecanismos biológicos podem ser evocados para explicar o efeito protetor do exercício na evolução de tumores malignos. Os mais aceitos consideram que o trabalho muscular reduz os níveis sanguíneos de insulina e de certos fatores de crescimento liberados pelo tecido adiposo, capazes de estimular a multiplicação das células malignas.

Reduzir em 50% a probabilidade de morrer de câncer de mama ou de intestino, pela adoção de um estilo de vida mais ativo, é um resultado inacreditável.

Eu pratiquei exercícios físicos durante todo o meu tratamento e vou enviar as fotos de como estou 1 ano após meu diagnóstico!!!

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