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Cats, queridas, hoje o destaque da nossa série de postagens “Grandes Mulheres” fica com a incrível Betha Lutz. Já ouviu falar dela?

Betha Lutz foi uma bióloga brasileira, filha do famoso cientista Adolfo Lutz, e uma das figuras mais significativas do feminismo e da educação no Brasil no século XX. Se formou em ciências naturais em Paris e no ano seguinte passou em um concurso, tornando-se docente e pesquisadora do museu nacional e a segunda brasileira a fazer parte do serviço público no país.

Tomou contato com movimentos feministas da Europa e dos Estados Unidos e acabou por criar as bases do feminismo no Brasil. Apoiou o sufrágio feminino, que foi um movimento de social, político e econômico, com o objetivo de estender o direito ao voto às mulheres.

Se tornou advogada em 1933 pela Faculdade do Rio de Janeiro, que depois foi incorporada à UFRJ, e foi eleita suplente para deputada federal em 1934. Em 1936 assumiu o mandato que durou pouco mais de um ano. Lutou por mudanças na legislação trabalhista com relação ao direito feminino ao trabalho, contra o trabalho infantil, direito a licença maternidade e pela igualdade em salários e direitos. Deixou o cargo em 1937, com o golpe do Estado Novo de Vargas.

Esteve presente na Conferência de São Francisco, em 1945, na qual seria redigido o texto definitivo da Carta das Organizações das Nações Unidas. Durante a reunião, Bertha se empenhou para assegurar que a carta da ONU fosse revista periodicamente. Seu grande feito foi, em conjunto com o delegado político da Africa do Sul, General Smuts, trabalhar para que a carta fosse redigida mediante o compromisso da igualdade entre homens e mulheres e entre as nações.

Bertha nunca se casou. Era independente financeiramente e continuou a sua carreira em órgãos públicos, a exemplo do cargo de chefia no setor de botânica do Museu Nacional que ocupou até aposentar-se, em 1965. Foi convidada pelo Itamaraty a integrar a delegação brasileira à Conferência do Ano Internacional da Mulher, realizada no México, em junho de 1975.

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