Home > Colunistas > Claudia Arab > Linfedema? Trago boas notícias!

Oi, pessoal! Primeiramente, mil perdões pelo sumiço e demora em mandar uma coluna. Só faltou um puxãozinho de orelha do Quimioterapia e Beleza e já voltei.
Escolhi um tema super relevante para falarmos desta vez: o famoso linfedema. O linfedema é um dos efeitos colaterais, podemos assim dizer, mais comuns decorrentes do câncer de mama em si e, também, dos tratamentos do câncer de mama. Estamos falando daquele inchaço no bracinho das pacientes que, normalmente, está usando uma braçadeira de compressão. O linfedema é um acúmulo de fluídos, de líquidos no nosso tecido intersticial (que é tipo o espaço que existe entre a nossa pele e os órgãos, músculos e vasos sanguíneos) por causa de danos no sistema linfático, induzidos pela cirurgia e/ou radioterapia ou ainda podem ser induzidas pelo próprio tumor.
Como podemos imaginar, o linfedema causa desconforto nas pacientes com sentimentos de fraqueza, peso, dor e, ainda, aumenta o risco de infecções e doenças crônicas. Consequentemente, as pacientes podem apresentar estresse psicológico e prejuízos na qualidade de vida. Já sabemos onde quero chegar, né? Na prática de exercícios físicos. Além dela, é recomendado que, para prevenção e redução do risco de linfedema, perca-se peso corporal, no caso de pacientes com sobrepeso e obesidade. Um estudo recente de revisão sistemática (que é um tipo de estudo que basicamente procura por outros estudos e faz um resumo do que esses estudos falam) demonstrou que não há contraindicação de exercício físico para mulheres com linfedema relacionado ao câncer de mama, não havendo restrições quanto ao tipo do exercício. Diversas modalidades foram testadas: treinamento aquático, natação, musculação, yoga, aeróbico. Não foram todos os estudos que relataram diminuição do volume do braço, mas todos relataram melhoras subjetivas das pacientes, ou seja, estas se sentiam melhor após o treinamento.
Então, pessoal, o exercício não é páreo nem para o linfedema e, mais importante, não, isso não é uma limitação ou impedimento para a prática de exercícios físicos! 

Referências:

Baumann, F.T., Reike, A., Reimer, V., Schumann, M., Hallek, M., Taaffe, D.R., Newton, R.U. and Galvao, D.A., 2018. Effects of physical exercise on breast cancer-related secondary lymphedema: a systematic review. Breast cancer research and treatment, pp.1-13. 

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