Home > as cats > Rosangela Vergínio dos Santos

Olá, meu nome é Rosangela Vergínio dos Santos, tenho 51 anos. Sou costureira, mas no momento, devido ao fato de estar sempre saindo para fazendo exames, sou dona de casa. Alguns meses atrás, fui diagnosticada com câncer de mama (direita), que depois passou para o fígado.

Não cheguei a fazer a cirurgia por conta que o câncer foi para outro órgão. Fiz todos os exames, iniciei o tratamento e já fiz a segunda quimio. Acredito que estou reagindo bem às quimioterapias, apesar de todas as reações que são normais.

Uma da reações é cair o cabelo. O que mais me chocou na doença foi perder os cabelos, porque eu não queria. Inclusive, eu até me arrependo, porque eu poderia ter cortado o cabelo e doado, o que seria a forma correta de se fazer, mas pelo fato de eu não querer ficar careca e não aceitar isso, não segui o conselho de cortar o meu cabelo logo que iniciei o tratamento.

Quando deu 15 dias, fui pentear o cabelo e começaram a cair algumas mechas. Sendo assim, cada dia que eu penteava o cabelo, caíam mais mechas. Minha cabeça começou a ficar muito dolorida, parecia que estava toda inflamada, então cheguei à conclusão que se eu tivesse cortado teria sido bem melhor e teria ajudado alguém.

Quando eu me vi sem cabelo, me senti horrível, fiquei muito triste e disse para o meu marido: “Como vou sair de casa agora, o que eu vou fazer?”. Não queria ficar usando peruca sintética, porque ela não é tão natural. Para mim, foi bem difícil.

Lembrei que no grupo das Cats, a Debora Vivaldi havia mandado uma mensagem dizendo que se houvesse alguém precisando de uma peruca, que era pra passar o contato. Uma amiga minha colocou no grupo a seguinte mensagem: “A nossa amiga Rosângela está precisando de uma peruquinha”. Então veio a surpresa.

A Debora foi me encontrar no Icesp, onde estou fazendo tratamento do câncer, justo no dia da quimioterapia e a gente tirou a foto que está nesse post dentro da própria sala da quimioterapia. A foto não ficou tão boa, porque a peruca não estava ajeitada, mas eu amei porque é a cor do meu cabelo e é cabelo natural, que é o que eu queria. Fiquei muito feliz…..dá até uma leveza de saber que não estamos com uma peruca sintética.

Poder de sair de cabeça erguida é o que todas nós, nesse momento, queremos. Enfrentrar a doença de cabeça erguida, sem ter que se preocupar se alguém está te achando feia. A doença deixa a gente com aparência judiada.

Eu me sinto amiga do Instituto, e até faço propaganda desse trabalho maravilhoso. Quero que outras pessoas tenham o mesmo impacto que eu tive, que fiquem felizes como eu estou e se sintam leves como eu estou me sentindo.

Queria agradecer ao Instituto Quimioterapia e Beleza, ao grupo das Cats, à Bia, que me passou o contato da Debora e obrigada à Debora. Vocês todos são uns amores e bençãos na minha vida.

Comentários

comentário

Deixe um comentário