Home > as cats > Roseli Martinhão Braga

Meu nome é Rose Martinhão Braga, 42 anos, sou psicóloga, casada com Clayton e mãe de um príncipe chamado Heitor.

Em 2016, durante meus exames de rotina (mamografia e ultrassonografia), fui diagnosticada com carcinoma ductal invasivo grau 3, HER 2+ na mama direita. Quando peguei o resultado foi um choque muito grande, pois achava que isso nunca aconteceria comigo e, a palavra câncer, para mim, estava associada a morte, então meu mundo desabou, chorei muito e fiquei desesperada com a possibilidade de não poder cuidar do meu filho. Segui com exames complementares para saber qual tipo era, qual o grau estava, se tinha metástase, e graças à Deus estava apenas na mama.

Foram momentos difíceis, mas ter que compartilhar com minha família foi o mais doloroso, não conseguia nem pronunciar a palavra câncer, parecia que quanto mais eu falava, mais doente me sentia. 

Mas ai você começa a ter contato com outras pessoas que já enfrentaram ou estão enfrentando um câncer: mulheres, jovens, dentista, médica, química, modelo, arquiteta, do lar, comissária de bordo, cantora, enfim, pode acontecer com qualquer pessoas. Percebemos que é sim uma doença muito grave, que o tratamento é longo e por vezes difícil, mas que é possível alcançar a cura ou ter a doença controlada. É possível sobreviver e sentir o quão corajosas nós somos ao passar por tudo isso rindo, indo atrás da melhor peruca, prótese ou lenço, fazendo curso de maquiagem para melhorar a cara de lagartixa que a gente fica, comprando vários cílios postiços, enfim, a gente conheceu um pouco mais sobre a doença e começa a enfrentá-la para sair vitoriosa.

Foi isso que eu fiz, passado o desespero inicial, resolvi lutar e coloquei na minha cabeça que o câncer não iria me vencer. Ressalto o quão importante é perceber qualquer mudança em nosso corpo e fazer os exames de rotina com regularidade. Descobrir meu câncer em estágio inicial foi um grande aliado para minha cura. Meu protocolo foi a quimioterapia neo adjuvante, que eliminou 100% do tumor, em seguida, fiz a cirurgia de quadrantectomia e depois a radioterapia. Atualmente sigo o tratamento de hormonioterapia.

E passado um ano e meio desde o diagnóstico, posso dizer que venci essa luta e que saí fortalecida e confiante que Deus sempre terá o melhor para minha vida. E serei eternamente grata às pessoas que me apoiaram durante esse período tão delicado.
Meu marido que cuidou de mim e de cada detalhe para que meu tratamento fosse o mais leve possível.

Meu doce e pequenino Heitor se mostrou um menininho forte, corajoso, carinhoso e um verdadeiro príncipe, porque todos os dias me falava: Mamãe, você é linda de qualquer jeito, com ou sem cabelo. (mas eu prefiro você com cabelo, risos)

Minhas irmãs maravilhosas Talitha, Ana, Flávia, meu irmão Milton e meu pai, por serem meu porto seguro.

Minha mãe, a mulher mais espetacular desse mundo, que me fez corajosa para enfrentar tudo isso.

Meus sobrinhos Rô, Rafa e Miguel, por deixarem minha vida mai divertida.

Ma, Marquinhos e Gi.

Meus sogros, que estiveram comigo o tempo todo.

A uma família do barulho que consegue mandar qualquer tristeza embora : Bianca, Murilo, Helena, Laura e Ana Júlia.

A queridas que estiveram comigo quando e onde precisei : Rosaura, Carol e Gizele.

A minha querida tia Iraci.

Aos médicos, anjos que a vida me presenteou, Dr. Amadeu, Dr. Pietro e Dr. Gabriel.

E a todos os amigos que torceram por mim.

Preciso deixar registrado aqui que, o mais importante, é que Deus é bom o tempo todo. Porque foi por seu amor e misericórdia que eu passei por tudo isso sem me entregar. Claro que chorei em muitos momentos, tive medo de morrer, me achei feia sem meus cabelinhos e passei por momentos difíceis, mas em todos esses momentos eu sentia em meu coração a presença dele em mim. Ele me cuidou, me acalmou, me entendeu, aceitou minhas lágrimas, me fortaleceu, sussurrou diversas vezes em meus ouvidos : Eu te amo e farei sempre o melhor por você. E, principalmente, ele me curou, pois é assim que me sinto : curada para sempre.

Para comemorar em grande estilo, neste mês de Outubro, que é tão significante para nós mulheres, e para mim também, porque completei 42 anos, meu filho 7 anos e completei 11 anos de casa, fiz a última sessão de herceptin, participei da minha primeira corrida de rua e, o principal, ESTOU CURADA.

Gratidão é o que transborda em meu coração.

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