Home > as cats > Thais de Almeida

Meu nome é Thais, tenho 22 anos e em 08/05/2017 fui diagnosticada com câncer de colo de útero (adenocarcinoma pouco diferenciado com regiões padrões tipo glassy cell, estadiamento III).

Como eu descobri o meu câncer, eu tinha um sangramento muito intensivo fora do período menstrual, e durante a relação sexual. Que levou um certo dia de março, eu ter um início de hemorragia. Onde fui encaminhada pro hospital da minha cidade, e que lá fui encaminhada para o ginecologista, onde foi feito o exame de rotina, e durante o exame a gineco sentiu uma massa no meu colo.

Como o hospital da minha cidade não tem recursos maiores para tal esclarecimento, fui encaminhada a outro hospital em Campinas SP. Chegando lá, fui submetida a varios exames, tais como, ultrassom pelve, transvaginal e papanicolau. A gineco do hospital deu um diagnóstico como possivelmente um “MIOMA PARIDO”, exteriorizando pela vagina.

Como meu sangramento tava muito forte, no dia 14/3 voltei ao hospital, e de imediato logo preparam minha internação, pra realizar a cirurgia dia 15/03 pra retirada desse mioma, a cirurgia ocorreu tudo bem, a massa foi retirada e encaminhada pro laboratório, pra realização da biópsia. Dia 08/05/2017 fui receber o resultado da biópsia junto com meu namorado, quando eu entro na sala toda feliz, e a médica com uma cara meio estranha, pediu pra eu sentar. E foi ali que ela deu o diagnóstico, que aquela massa que foi retirada do meu colo, não era um mioma, e sim um tumor maligno, ou seja CÂNCER! E que iria me encaminhar urgente pra área de oncologia do hospital, pois eu não poderia ficar muito tempo sem tratamento, porque a minha doença era agressiva.

Genteeeee, aquele dia eu quase morri de tanto que eu chorava, só sabia perguntar “porque eu?”, “senhor eu não mereço isso”, “quero morrer”, “eu não vou me tratar”. E hoje, só peço desculpas a Deus, por ter atirado ao vento pensamentos tão ruins.

Pronto, em junho dei entrada ao centro de oncologia, onde iria descobrir que tipo de tratamento seria passado pra mim, e tudo mais. A Dr que me atendeu, super atenciosa, explicou que como eu estava com câncer e por ele ser muito agressivo, não poderia esperar muito tempo pra começar o tratamento, e que era pra mim descartar a possível chance de ter um filho, pois mais não dava pra preservar os ovários. Mais uma notícia triste e dolorosa, eu que sempre sonhei em ser mãe, tava vendo outro sonho ir por água a baixo, mais encarei numa boa, pois o mais importante era ficar livre dessa doença.

No final de junho voltei ao hospital pra saber qual tratamento decidiram passar, e foram eles: Quimioterapia Cisplatina, Radioterapia e Braquiterapia. Que daria início em final de julho, mais como eu não aceitava, e aconteceu outros imprevistos, comecei o tratamento em início de agosto. Realizei 28 sessões de radioterapia, 6 quimioterapia (1 por semana), pois essa químio era pra potencializar o efeito da radioterapia externa, e também pra diminuir meus linfonodos da pelve, que depois da realização da cirurgia, o abençoado câncer acometeu meus linfonodos. E agora falta só 1 sessão de braquiterapia, já realizei 3 sessões.

Não quero ficar falando de reações de químio, rádio e braqui, porque cada organismo reage de forma diferente. Mais eu sofri bastante com as químio, porém consegui superar tudo com leveza. Hoje eu não tenho mais a doença no meu colo, e nem no útero.

E assim meninas, o que eu quero deixar de recado pra vocês, o câncer não é uma sentença de morte como muitas pessoas vê por aí ou falam, o câncer é sinônimo de luta, ele vem pra te deixar mais forte, pra te mostrar o quanto você é valiosa, que mesmo sem cabelo, magra, doente, fraca, você não deixa de perder sua essência feminina. Eu não perdi meu cabelo durante as químio, mais sei o quanto é difícil encarar essa fase. Mais também sei, que nossa saúde vale mais que um cabelo, sabe porque? Cabelo cresce, e nossa saúde se não cuidamos, infelizmente resultados bons não teremos. Hoje me sinto bem, estou me recuperando das químio, agradeço muito a Deus por ter me mostrado o quanto sou forte e vitoriosa, cheguei até o fim com a cabeça erguida.

Vivi muitos momentos de tensão, mais as pessoas que estavam ao meu redor, contribuíram pra tudo ocorrer bem. Dia 19/01/2018 recebi o diagnóstico que não tenho mais câncer, só preciso ficar em acompanhamento. A melhor notícia que recebi em toda minha vida, Deus fez milagre!

 

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